Vila Cajueiro

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Caraíva: meu paraíso particular

Caraíva: meu paraíso particular. (foto: André Facury)

Caraíva: meu paraíso particular. (foto: André Facury)

É inegável. É amor à primeira vista. Quem atravessa o rio durante o dia se encanta com as cores do vilarejo. Quem chega a noite mal consegue acreditar nas estrelas que o saúdam. Assim é Caraíva, um dos vilarejos mais antigos do Brasil. Suas ruas de areia, casas antigas, seu povo hospitaleiro e as águas claras enobrecem este cantinho escondido no sul da Bahia: meu paraíso particular.

Caraíva possui hoje não mais do que 500 habitantes e 300 casas. Seu espaço limitado pelo rio e pelo mar induziu a vila a reduzir a velocidade do seu crescimento. Não que aqui falte estrutura. Pelo contrário. A luz elétrica chegou há quase dez anos e com ela a internet, o ar condicionado, os restaurantes, bares e pousadas funcionando durante todo o ano, um samba malandro e aquele forró ‘na chinela’ que atrai jovens de todo o país.

Mas o que faz mesmo valer a pena e balançar o coração é a simplicidade dos dias comuns, a calmaria dos cantos dos pássaros, o barulho das ondas do mar, o riso das crianças a caminho da escola, a conversa dos velhos nas portas das casas, o contato diário com os índios pataxó, a lua cheia nascendo no mar. Que espetáculo enamorado.

Por sinal, Caraíva faz despertar corações para temas importantes da nossa sociedade, como a sustentabilidade e a conservação no nosso ambiente. Aqui a natureza impera. Questões presentes no dia a dia da comunidade na Associação de Moradores, no Conselho Comunitário e Ambiental, ensinada na Escola Municipal com seus professores engajados, na ONG Caraívaviva que faz um trabalho junto aos jovens do vilarejo de formação e preparo para o futuro.

Por tudo isso, engana-se quem pensa que Caraíva parou no tempo. O ar bucólico da baixa temporada abre espaço no alto verão para a chegada de mais do que o dobro da população em turistas do Brasil e do mundo. A troca de cultura vivenciada nos meses de dezembro a março é algo que fica incrustada no nosso povo permitindo que as mentes se abram ao novo, sem deixar de lado os velhos e bons hábitos do caboclo.

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